segunda-feira, 10 de maio de 2010

Momentos que passam, Saudades que ficam


Momentos que passam, saudades que ficam...
Vivo esta última semana de Queima das Fitas e penso em tudo o que já vivi desde que entrei para a Universidade...
Posso dizer que foi das melhores escolas de vida porque já passei....
Fez-me crescer, lutar pela pessoa que sou e pela dignidade que mereço...
Muitas vezes tive que ir contra a corrente e travar confrontos que nunca pensei conseguir superar. Aprendi que neste mundo, é preciso ter muito cuidado, porque com grande facilidade podemos cair no erro de acharmos que os outros servem apenas para quando nos dão jeito, deixando de dar valor aquilo que as pessoas são!
A universidade obriga-nos a crescer, a ir á luta por aquilo que queremos, a aperfeiçoar os nossos dons e talentos, a sair da protecção da nossa família e a criarmos nós próprios a nossa própria defesa e protecção...
Os amigos que vamos fazendo ao longo deste caminho, vão sendo o nosso grande pilar....
Ouvem-nos, apoiam-nos quando precisamos, tornam-se grandes confidentes, mas também grandes companheiros de farras....
Por isso, nesta etapa que agora termina, guardo as melhores recordações desta vida académica, na certeza de que deixaram muitas saudades...

domingo, 9 de maio de 2010

Gosto muito de ti...

Gosto muito de ti…

Quantas vezes banalizamos esta frase e todo o sentido que ela carrega…

Quantas vezes apesar de a sentirmos, não a conseguimos dizer…

Parece que temos medo…

No fundo deixa-nos a nu, desarmados!

Mas porquê ter medo de gostar?

Porquê ter medo de amar?

Porquê ter medo de dizer: “Olha queria que soubesses que gosto muito de ti…”, ou simplesmente dizer: “Amo-te…”

Amar alguém é para mim, ainda hoje um mistério, mas dos mistérios mais deliciosos de ir desvendando… A amizade, a partilha, a cumplicidade, a confiança, a fidelidade, fazem parte desta descoberta do outro, que só faz sentido a partir do momento em que cada um complementa o outro….

Mas o que é isto do Amor?

Este sentimento que está tão fora de moda?

Que na grande maioria das vezes, apenas nos deixa o coração despedaçado?

Amor este, que nos faz lutar por algo….

Amor que quase nunca nos valoriza e raramente nos compensa….

Mas mesmo assim, amor, que não nos deixa desistir….

domingo, 11 de abril de 2010

Perdoa Senhor

Perdoa senhor o nosso dia
Perdoa-me Senhor por tudo o que hoje fui e que não devia ter sido...
A ausência de gestos corajosos

Porque hoje deixei a coragem em casa e me deixei vencer....

A fraqueza dos actos consentidos

que me deixou triste o olhar e a alma...

A vida nos momentos mal amados

que cada vez são mais....




Perdoa o espaço que Te não demos

Perdoa porque não Te compreendi...

Perdoa porque não nos libertámos

Perdoa porque só querer ir embora...

Perdoa as correntes que pusemos

Perdoa o meu isolamento...

Em Ti, Senhor, porque não ousamos

Perdoa-me



Contudo, faz-nos sentir:

Faz-me sentir-Te...

Perdoar é esquecer a antiga guerra

Mas pior que perdoar, é conseguir curar uma desilusão...

E, partindo, recomeçar de novo

Ajuda-me a recomeçar de novo...

Como o sol que sempre beija a terra.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Balançar


Pedes-me um tempo
pra balanço de vida




mas eu não sou de letras
não me sei dividir




para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar é ter dar balanço
e sair...


Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar



e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estas a salvar


de quê?
de viver o perigo


de quê?
de rasgar o peito

com o quê?
de morrer
mas de que paixão?

de quê?



se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde


e não ter, nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens

esqueces que ás vezes
quando falha o chão
o salto é sem rede




e tens de abrir as mãos





Pedes-me um sonho
pra juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar




e agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.

(Mafalda Veiga)




Quantas vezes a nossa vida , precisa de uma pausa para que possamos fazer um balanço do que já passou, do que está a acontecer e do queremos fazer no futuro?
Um balanço, cujo o objectivo é debitar a felicidade, a segurança interior, a auto-estima, o amor próprio; e creditar as lágrimas, as tristezas, os sofrimentos, os cansaços, os desgastes...
Um balanço não se faz apenas com um "empurrãozinho", nem com uma vontade superficial de pensar e mudar, mas sim com um agitar por completo a vida analisando que frutos se podem colher de toda esta "árvore", na certeza de que colheremos frutos bons, e outros que não estão em tão bom estado!
Por vezes deixamos que o sonho comande a nossa vida, sonhos que são criados por nós mesmos, mas que nos dão a falsa sensação de segurança, de que estamos a ir no caminho certo... Mas quantas vezes essa segurança não é virtual? Quantas vezes na dura realidade esses mesmos sonhos, nos levam a perder o equilíbrio e sofrer grandes quedas? Quantas vezes o nosso próprio coração não é o desencadeador destas mesmas quedas? Entregamo-nos de corpo e alma ás emoções, aos sentimentos, às amizades, às paixões, ao amor; na certeza de que a vida só vale a pena, quando vivida desta forma, preferindo correr riscos, ignorando os perigos e por fim percebemos estamos a cair, e que nem temos direito a uma rede.
Resta-nos depois juntar os pedaços e aceitar que nem tudo o que parte se volta a colar e ganhar forças para (re)começar de novo, e seguir em frente!




quarta-feira, 10 de março de 2010

Ponto de luz

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser.
No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser.



Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma


Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai

Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente





Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma


Sara Tavares



Quantos são os ventos que ouvimos todos os dias?
Ventos que nos tapam os ouvidos,
de tal modo que não conseguimos escutar o que de facto é importante,
a Tua voz secreta...
Deixamo-nos levar pela rotina do dia-a-dia,
pelas conversas quase sempre banais e sem conteúdo,
e mais uma vez, escapa-nos o que realmente deveríamos escutar!
Quando é que o meu coração Te escuta?
Quando é que me dou conta que Tu estás comigo? Sempre...
Quando é que em deixo acolher no Teu colo?
Quando é que vou perder este medo?
Porque Tu és mesmo assim,
disponível,
acolhedor,
libertador.
Estás sempre lá,
mesmo que eu não te sinta,
mesmo que me esqueça,
mesmo que eu Te rejeite,
lá estas Tu!
Mas há uma coisa que eu sei,
que Tu és mesmo este ponto de luz de que fala a música,
que todos os dias me quer seduzir,
mesmo sem eu dar por isso....
Basta-me estar atenta,
basta-me estar predisposta a aceitar-Te verdadeiramente dentro do meu coração,
basta-me sentir que só Tu me bastas....

sexta-feira, 5 de março de 2010

A experiência do silêncio

Um homem dirigiu-se a um convento de clausura, isto é, um convento onde se vive longe do ruído da cidade e num silêncio desejado. Perguntou a um desses monges:
- Onde aprendeis vós com a vossa vida de silêncio?
O monge estava a tirar água do poço. Disse ao seu visitante:

- Olha para o fundo do poço. Que vês lá dentro?
O homem olhou para dentro e disse:

- Não vejo nada. O monge ficou algum tempo sem se mover e no final disse ao visitante:
- Contempla agora. Que vês no fundo do poço?
O homem obedeceu e respondeu:

-Agora vejo-me a mim próprio: espelho-me na água.
O
monge concluiu:
- Vês? Quando eu mergulho o balde, a água fica agitada. Agora, pelo contrário, está tranquila.
É esta a experiência do silêncio: o Homem vê-se a si próprio
.

Pedro Ferreira



Esta foi a história que foi lida num momento de oração, em que participei esta semana. E nesta época em que faço o meu caminho quaresmal, não deixa de ser irónico esta história, neste momento de oração, neste preciso dia. A quaresma é tempo de mudança, é tempo de reflexão, de nos olharmos o mais fundo possível e percebermos o que devemos fazer para viver mais e melhor este caminho para a Ressurreição!
Esta tem sido uma fase particularmente difícil na minha caminhada... E com esta história, fui confrontada com a seguinte questão: " Ao olhar-me na água do poço, o que quero mudar em mim? "
É difícil encontrar uma resposta, principalmente porque acho que há muita coisa que eu preciso de mudar, mas uma coisa é aquilo que eu preciso mudar, outra coisa é o que eu quero mudar mudar e ainda outra, é o que eu consigo mudar em mim...
O caminho da mudança não é nada fácil!
O confronto inicial com aquilo que não é tão bom em mim, nem para mim, é uma luta interior que insisto em fazer sozinha... Começo a construir a minha muralha (como alguns lhe chamam...) e divago dias, semanas, talvez meses sobre o que sou, quem sou, como sou...
Que o CAMINHO que faço nesta Quaresma me ajude a encontrar as respostas que preciso e a enfrentar as minhas próprias lutas com serenidade e calma.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Termina o meu dia

Termina mais um dia, sento-me no meu quarto e procuro reflectir sobre tudo o que aconteceu...
O dia foi grande, foi acima de tudo difícil de gerir!
O que aprendi com mais este dia de vida? Não me parece que tenha aprendido mais ou menos do que ontem, sei apenas que apesar do dia de ontem ter sido igualmente difícil, não me deixou tão triste como o de hoje....
Hoje sim, sinto-me a "quebrar", sinto-me desanimar, sinto-me a perder forças... Surgem problemas atrás de problemas, que não me dão tempo para sequer respirar fundo! Sinto-me cansada, quero ter braços para "acudir" a tanta coisa, mas não consigo! Quero ajudar, mas não sei como, quero aliviar as dores já sofridas, mas não consigo.
Afinal que ando eu a fazer?
Desiludo-me a mim própria, quando deveria ter orgulho por já ter chegado até aqui. Se os outros conseguem chegar mais além, porque não hei-de eu conseguir? Mas a verdade é que não consigo! Talvez sejam estas as minhas limitações...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Preciso de Ti

Preciso de Ti...
Sinto-me inquieta com tantas coisas que tenho na minha cabeça
Com outras tantas que tenho no meu coração
Preciso de paz, da Tua paz
Preciso de amor, do Teu amor
Para me sentir mais aconchegada.
A vida por vezes é difícil
E mais difícil ainda é continuar em frente...
São desilusões, decepções, frustrações, tristezas,
medos, fraquezas...
São duvidas, incertezas, perguntas, confrontos...
Preciso de Te sentir, de Te sentir em mim,
de Te sentir nos outros...
Não me deixes sozinha... Tenho medo...
Fica comigo, ajuda-me a levantar e a caminhar.

Eu quero ser compreendida...

Eu quero ser compreendida...
Diz a música e muito bem...
Quem não quer?
Penso que as pessoas que mais me amam e que estão mais próximas são as que melhor me compreendem, mas há dias em que nada disto faz sentido...Não só não me conseguem compreender, como conseguem magoar-me com uma tal ingenuidade que nem eles próprios se apercebem do impacto que tem o que dizem, ou fazem.... Isto deixa-me triste... O meu coração precisa destas pessoas para me ajudarem a corá-lo, não para abrirem mais as feridas...
Mas uma das coisas boas que tenho,é que depois de andar a pensar nisto uns dias, vou relativizando, por isso é o que eu espero que aconteça agora... Porque o que somos nós sem as pessoas que realmente nos amam? E é precisamente por isto que estas situações aconteçem, porque é mais facil magoarmos os que amamos, do que aqueles que não amamos, mas essas sao também as pessoas que nunca desejamos magoar... Parece irónico...

domingo, 7 de fevereiro de 2010


Quantas músicas ouvimos nós todos os dias?
Quantas vezes nem nos apercebemos do que diz a letra?
Quantas vezes não pensamos no seu significado, e nos rendemos a umas meras palavras que dizemos da boca para fora?
Esta é uma das que mais me toca, curiosamente, encontrei-me com o verdadeiro sentido desta letra, quando estava com Ele, porque por Ele e só com Ele esta letra faz todo o sentido....


You are loved (Don´t give up)


Não desistas
É só o pesa do mundo
Quando o teu coração pesa,
Eu vou torná-lo mais leve por ti
Não desistas
Porque tu queres ser ouvido
Se o silêncio te impedir
Eu vou quebrá-lo por ti.

Toda a gente quer ser compreendida
Pois bem, eu posso ouvir-te
Toda a gente quer ser amada
Não desistas
Porque tu és amado.

É só a dor que tu escondes
Quando estás perdido por dentro
Eu vou estar lá para te encontrar

Não desistas
Porque tu queres iluminar
Se as escuridão te cegar
E vou brilhar para te guiar

Toda a gente quer ser compreendida
Pois bem, eu posso ouvir-te
Toda a gente quer ser amanda
Não desistas
Porque tu és amado

Tu és amado

Não desistas
É só o peso do mundo

Não desistas
Toda a gente precisa de ser amada.